Tarzan – O Homem Macaco (1932)
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Esse é um filme que faz parte da seleção dos “Clássicos do COBRA”.
O primeiro filme em que Johnny Weismuller interpreta o personagem que o tornou célebre. No meio da África, uma filha vem visitar o pai. Anos 30. Figurino impecável, seis malas enormes e cheia de energia. Ele faz comércio com os chefes locais e é ajudado pelo bruto e insensível Harry Holt. Ela tudo transforma e acaba acompanhando o pai para descobrir onde fica o cemitério dos elefantes.
Cenas de danças, bichos passando, exotismo ao extremo. Mas nada supera a total falta de respeito com os animais. São fuzilados sem dó. Tempos politicamente incorretos em que os negros também são vistos com preconceito explícito. No meio dessa balbúrdia, um grito: é Tarzan!
Homem alto, cabelos levemente ondulados, rosto marcante, corpo de campeão olímpico de natação, romeno de origem, estadunidense de criação, surge Weismuller. Sua atração por Jane é imediata e a correspondência desse amor primal, idem. No alto das árvores eles começam a se entender e o diálogo famoso entre eles se estabelece. “- Mim Tarzan, você Jane.” Isso ele nunca disse, assim como Sam “play it again”. Mas vale a cena.
A despeito dos elefantes serem asiáticos com as orelhonas coladas, o hipopótamo que Tarzan sobe em cima ser uma tosca jangada e o crocodilo falseta.
Os felinos impressionam. Leopardo, leoa trepando em árvore (coisa que nunca vi) e dois leões enormes. Tarzan enfrenta todos com muito garbo e eloqüência viril. Além de ser amicíssimo dos paquidermes.
Jane caidinha por ele dispara uma falação desnecessária e em tempos modernos ele a beijaria. E a macaca Chita está lá. Ciumenta e ao mesmo tempo fiel ao seu dono. Não se beijam. Mas vale as brincadeiras n’água com ela, a facilidade com que a carrega. Não existe homem bonito e forte que não nade bem. Ele encanta.
Raptada por pigmeus – são atores anões, mas tudo bem – junto com seu pai e o chato do Harry eles são levados para aldeia onde um gorilão os aguarda no meio do fosso. Se fossem Mbuti seriam mais zelosos e não deixariam nada de ruim ocorrer com os animais envolvidos. Mas é filme e pronto. Elefantes invadem a tribo ao ouvirem o chamado de Tarzan: – Óóóóóóuó-uó-uó!
O pau quebra. Depois das mortes de praxe o velhão faz com que o sigam junto com o elefante ferido para saber onde eles morrem. Dois velhos então perdem a vida. E só resta ao idiota do Harry retornar um dia com uma tropa enorme para pegar todo o marfim. E Jane? Ela sabe o que quer. Fica com Tarzan, o cipó e a macaca.
O que há de bom: magnífico Johnny Weismuller, puro de coração, nadando os 100 metros livre abaixo de um minuto, sósia do meu filho que mede 190 cm e pesa os mesmos 80 kilos de travessura nos seus parcos quinze anos, e que, entretanto; percorre em 55s a mesma distância…
O que há de ruim: preto e branco, milhares de furos de continuidade e politicamente incorreto
O que prestar atenção: dá para ver nitidamente o trapézio nos movimentos arborícolas de Tarzan
A cena do filme: quando ela o vê e percebe que é o homem mais poderoso que já conheceu
Cotação: filme ótimo (@@@@)
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C.O.B.R.A
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Tags: cinema, críticas, tarzan - o homem macaco


