A Saga Crepúsculo: Eclipse
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Campo de flores, poema sobre o fogo e o frio, de Robert Frost. Um rapaz apaixonado. Mil promessas. Inclusive de casamento. Ela vai mudar. Ela vai se tornar… Vampira! Bella é a mocinha idiota deitada na relva. Não sabe se… ou desocupa a moita. Dentro dessa paupérrima comparação entre os dois jovens que a disputam, está o “gelado” Cullen e o “quente” Black. O primeiro é um vampiro e o segundo é um lobisomem.
Não me perguntem o que fez ela para que seres tão poderosos caíssem de quatro. Não consigo ver uma qualidade sequer nela. É volúvel, não estuda, não trabalha, o corpo é fraco, declama mal e porcamente o inglês rasteiro do interior do EUA, e manipula dois coitados o tempo todo. Representa muitíssimo bem a geração de adolescentes ineptos que está chegando. Gente que não lava as calcinhas e não consegue tomar um ônibus, quanto mais manter um relacionamento adulto que preste!
Mas vamos ao filme… O vampiro deseja protegê-la e o lobinho também. Eles fazem parte de famílias seculares e firmes. Ela, os pais são separados. Gosto das lendas dos Quileutes, são belos e ferozes. Também é linda a pelagem dos lobos, foi uma boa idéia eles não serem antropomorfizados e sim animais completos. Os vampiros se agrupam em clãs e são muito unidos.
Uma nova turma de sugadores de sangue desejam capturar Bella. O que ela tem? E de acordo com a tradição ficam fortes e sedentos ao se iniciarem em suas atividades vampirescas.
As histórias anteriores dos vampiros e suas origens são deveras interessantes. Muito diferente do inexpressivo ator Pattinson que vive (?) o Edward que não consegue mostrar mais do que a única cara de sonso – e põe sonso nisso! – tanto ao conversar com a sua amada como ao discutir com o seu rival, o Jacob, ator Taylor Lautner. Esse é um adolescente cheio de bomba, que dá a impressão de que irá defecar de imediato, tamanha a contração muscular em que passa o tempo todo.
O único diálogo cabível é o da barraca. Eles se elogiam mutuamente e até rola um climão. Mas acredito que seria demais para o público ignóbil que os cerca conceberem um affair entre os dois ridículos pretendentes de Bella.
Uma lutinha entre a turma novata contra os veteranos, com ajuda dos lobos. E mais nada. O final é uma apologia à adolescência que se acha diferente e na verdade é igual aos milhares de seres jovens que se comportam como crianças e consomem como adultos essa porcaria execrável.
O que há de bom: lendas indígenas e origens vampíricas
O que há de ruim: atores, cenários, diálogos, enredo, discurso
O que prestar atenção: por que protegem uma menina metida à besta, que não consegue nem seduzir o namorado e deixam uma vampirinha indefesa ser trucidada cruelmente por um monstrengo mesmo depois dela nem ter lutado e pedido abrigo? Qual a diferença?
A cena do filme: as flores no campo no começo e no fim, única coisa que cheira bem nesse lixo todo
Cotação: filme péssimo
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C.O.B.R.A
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