Os Homens que Não Amavam as Mulheres
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Drama investigativo. Vamos juntos com pistas e dicas descobrir o mistério? Quem será que deu sumiço na linda garota chamada Harriet Vanger, sobrinha do milionário Henrik Vanger que aos 16 aninhos desapareceu sem deixar pistas numa ilha de propriedade desta família poderosa e ao mesmo tempo cheia de pessoas ambíguas e de caráter duvidoso?
Contratado o repórter investigador Mikael Blonkvist, premiado e honesto, que no momento está sendo processado – que perde e vai para a cadeia daqui a três meses – por um tubarão dos negócios escusos na Suécia. Primeira pista, alguém envia um belo arranjo de flores para o tio desconsolado e velho, todos os anos. E já se somam mais de 36 anos desde o fato.
Paralelamente uma garota com visual punk está dentro do computador do repórter. E a sua vida de menina-perdida e que necessita de um tutor está sobre forte ameaça. Primeira dica, os números apresentados têm origem onde? A vida da garota era baseada em que? Esportes? Leituras? Religião? Sofreria ela algum tipo de repressão?
Essa ameaça ela tira de letra e podemos ver o grau de agressividade que ela encerra. Boas cenas. Monstros devem ser tratados como tal. Sua união passa de virtual para real, com o Mikael. As preferências sexuais da moça não vêm ao caso, ou é importante? Será que sexo está envolvido nisso? Dentre os três grandes pilares do mundo: sexo, dinheiro e poder, qual deles é o mais próximo do fato?
Uma foto reveladora. Ela – Harriet – tem medo, se fosse italiana eu diria que ela tem medo desmedido: paura! O que uma mocinha de 16 anos tanto teme? Os nomes descobertos revelam assassinatos de mulheres. Enquanto isso a esperada aproximação da silenciosa Erika Berger e o Blonkvist acontece. No meio da noite, sutil, sem palavras; mas com uma grande energia.
A procura torna-se mais premente. É um assassinato, todos estão convencidos disto. Uma pequena jóia, uma roupa utilizada pelo algoz. Detalhes mínimos. Recibos de viagem. Quem faria isto? E quantos anos teria agora? Se conseguiu matar alguém já seria um adulto e teria no mínimo sessenta anos, ou não?
Basicamente um assassinato se compõe de três pontos base: o motivo, a arma e o corpo. Sabemos que é um serial killer ou vários, já que são pontos diversos e modus operandi variado. Não temos nenhuma arma e nem um corpo.
Apesar de o filme ser longo, o final chega rápido, na gelada ilha sueca. Uma surpresa sem negociações. A torpeza do matador é tão terrível que chega a ser irreal. Mas as provas são insofismáveis, e a ameaça de vida, premente.
Mortes, revelações bombásticas, mas tudo dentro de uma lógica meticulosa. Basta pensar desde o início e ligar os fatos e as pessoas. Será que mesmo feita a justiça, os danos causados não permanecem? E isso serve para quem sumiu aos 16 e para quem está viva e se reencontra ainda na juventude.
O que há de bom: adaptação de um best-seller com toque de realidade e uma mão firme nos takes e tempo da tomadas além de um bom desenvolvimento da trama
O que há de ruim: menos destaque para as cidades nórdicas, os costumes dos países escandinavos e seu povo tão lindo
O que prestar atenção: sem ela, ele teria descoberto tudo? Sem ele, ela teria se descoberto?
A cena do filme: encontros fortuitos que geram prazer inenarrável são bem-vindos e devem ser repetidos para tornarem-se uma rotina maravilhosa
Cotação: filme bom (@@@)
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C.O.B.R.A
cobra@oquerola.com
Tags: cinema, críticas, os homens que não amavam as mulheres


