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Sherlock Homes

Ação. Dedução. Dupla. Mistérios. Bandidão. Gigante. Femme fatale. Londres. Slow motion. Baker Street. O desenrolar deste filme feito para prender atenção e divertir é muito interessante. Pois o fato da grande maioria dos jovens nem terem a mínima idéia de quem é este personagem tão sublime como Holmes se agrega também ao valorizarem o seu eterno parceiro médico-militar o Dr. Watson.

Holmes é um detetive de profunda habilidade de observação. Tanto que somente a câmera lenta consegue explicar tudo que ele viu e vê. Mora num quarto que mais parece um ninho de ratos, vive entediado – quiçá drogado – e precisa de desafios para viver. Sua primeira cena com seu parceiro Watson, é poderosa. São rápidos e mortais.

Lembro-me das grandes duplas do cinema, Terence Hill e Bud Spencer, Robert Redford e Paul Newman. Eles são atraentes, piadistas e cada um com sua habilidade intrínseca. Os puristas que releiam os melhores textos de Conan Doyle antes de detratar o roteiro. Watson é alto e atlético. Holmes sabe vários tipos de luta. Faltaram mostrá-lo como exímio espadachim e Watson dando pontos com ambas as mãos. Nada fora de propósito.

Aqui eles estão envolvidos com um criminoso que domina a magia negra. Na verdade ele domina o medo, que é algo muito pior. Holmes passa o seu tempo provando que tudo é farsa e explicável. E para colocar uma pimenta no sal, surge a esperta Irene Adler que consegue atingir o único ponto fraco de Holmes, a sedução com um par de pernas sob saias pensantes.

São tantas as demonstrações de vívido raciocínio que fico com as descrições de golpes que ele dará em seguida. Depois sobre a noiva de Watson, adorei o detalhe do anel de noivado. O pequeno laboratório onde ele recompõe as cenas pregressas. E por último seu encontro mortal com o rival – à altura – Lorde Blackwood.

Tudo muito veloz e com uma trilha sonora encaixadinha. O final nem precisava daquelas explicações detalhadas, pois um pouco de mistério é bem vindo. Mas fico encantado com a condução do diretor que coloca os atores Robert Downey Jr e Jude Law bem à vontade em seus papéis, vibrando de alegria ao interpretarem personagens mitológicos e nos divertindo também.

O que há de bom: ação entrecortada com deduções, figurinos elegantes e câmera com truquezinhos deliciosos de “slow motion”
O que há de ruim: poucas explicações de quem Holmes é e também de Watson, se bem que ambos deveriam dispensar apresentações…
O que prestar atenção: Holmes deduz que o gigante é francês pelo vestuário de cais de Marselha, antes mesmo dele falar, mas quando abre a boca e gira o tronco num jab poderoso que até já derrubou Tyson como sparring o gigante é visivelmente irlandês
A cena do filme: ele nos ringues, abdome “six packs” e cérebro elétrico

Cotação: filme ótimo (@@@@)

Obs.: A frase “Elementar, meu caro Watson” não é dita hora nenhuma, e na verdade, ela pertence ao teatro e não ao cinema, parabéns ao diretor!

* Você que e fã do C.O.B.R.A, agora pode interagir com ele através do Orkut.
Clique no link: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=660313573257370709

C.O.B.R.A

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