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Talk Entrevista – por Sandro Salla

Ele vem de família de músicos e aos 21 anos está largando a faculdade de Veterinária para investir na sua carreira artística. A Talk, conversou com Guilherme Talma, um jovem extremamente educado e gentil, que respeita seus pais e está longe de ser rebelde como sugere os riffs de sua guitarra surrada, e traz para o mercado da música popular brasileira, um estilo de Sertanejo inovador.

Fast Talk:

Fama ou Dinheiro?
Realização. Fama e Dinheiro são conseqüência.

Sonho de consumo?
Gosto de mar e barcos grandes . Acho que é sonho de menino de interior que mora bem longe da praia (risos).

Uma viagem?
Para qualquer lugar desde que reúna minha família. Com eles qualquer lugar torna-se um paraíso.

Cantor favorito?
Guilherme de Sá (Rosa de Saron)

Cantora favorita?
Elis Regina

Mulher bonita?
Flávia Alessandra e minha mãe, ela é linda!

Homem bonito?
Meu pai, assim quem sabe eu pego uma beirinha (risos)

Herói favorito na ficção?
Wolverine

Esporte predileto?
Futebol

Gíria que vc mais gosta de falar?
Gíria Uai? (risos)

Um defeito?
Sou um pouco desligado.

Uma Qualidade?
Aprendo muito com os meus erros.

Se pudesse ser alguém por um dia, quem você escolheria?
Meu irmão mais velho, Laércio. Ele é meu segundo pai.

Se não fosse cantor, o que seria?
Médico veterinário, mas acho que continuaria cantando para os animais. (risos)

Um livro?
Dicionário, ele desvenda muitas coisas!

Um filme?
Cidade de Deus

Uma palavra?
Equilíbrio

Uma frase?
Quando a saudade não cabe no coração ela escorre pelos olhos

Talk: Você vem de uma família de músicos. Conte um pouco da influência dos seus pais, parentes e irmãos para seguir sua carreira.

Guilherme Talma: Meus pais se conheceram tocando violão e cantando, por isso eu digo que a musica sempre esteve presente aqui em casa. Me lembro bem das nossas viagens onde o violão sempre tinha seu lugar no carro. Meus pais sempre gostaram muito daquela galera da jovem guarda, Zé Ramalho, Almir Sater e sempre cantavam aquelas modas sertanejas nas rodas de violão. Além de que meus pais tinham o costume de sentar na sala de casa e cantar modas, minha mãe fazia a primeira e meu pai a segunda voz. Isso marcou demais a minha infância e a de meus irmãos também.

Quando eu tinha 7 anos meus irmãos montaram uma banda cover dos Mamonas Assassinas. Eu desde moleque via aquilo e achava o Maximo eles lá em cima do palco apresentando pra galera. Aquilo me despertava uma grande vontade de estar lá junto deles, mas a diferença de idade era muito grande. Por vontade própria comecei a fazer meus primeiros acordes e com a ajuda de meus irmãos aprendi minha primeira música, uma dos Engenheiros do Hawaii.

Então eu cresci ouvindo essa mistura de moda de viola e rock, de Tonico e Tinoco,Gino e Geno até Aerosmith.

Talk: Pelo que se percebe, você valoriza muito sua família. O que eles significam para você?

GT: Minha família é a base da minha vida.É  pra eles que eu corro quando preciso de ajuda, apoio, qualquer situação ruim ou boa eu sempre conto com essa ajuda. E o melhor é que eles sempre estão lá pra me acolher. Acho que ultimamente esse conceito de família tá sendo esquecido pelos jovens. As pessoas passam tempo demais na frente do computador e televisão, e acabam distanciando os laços entre seus irmão e pais.
Acho legal aquela musica de O Rappa que diz : “não precisa ter conta sanguínea, é preciso ter sempre um pouco mais de sintonia…”. Acho fabuloso, porque a entidade familiar vai muito além de… compatibilidade sanguínea. Nós almoçamos juntos todos os dias e assistimos televisão juntos, abraçados! Beijo meus irmãos, minha mãe e meu pai. Não porque tenho medo de perdê-los um dia, mas sim porque tenho orgulho de tê-los hoje.

Talk: Como você vê o cenário sertanejo hoje no Brasil?

GT: Acho incrível o modo como a música sertaneja é representada hoje no Brasil, a coisa tá ficando cada vez mais grandiosa e espetacular. É um estilo que agrada a grande maioria da população, o que eu acho genial.  Como o Milton dizia: “ Todo artista tem que ir aonde o povo está…” . Minhas músicas são o reflexo da minha verdade e da minha musicalidade. Acho muito bacana ser popular, mas precisa ser, acima de tudo, verdadeiro no que faz e acreditar realmente nisso. A minha música é exatamente a minha base de influência que vem do Sertanejo dos meus pais e do Rock dos meus irmãos.

Talk: Você toca moda de viola em seu show?

GT: Claro que sim. Eu simplesmente adoro.Acho importante mostrar sempre as nossas raízes, pois elas mostram bem nossa verdade. Na maioria das vezes chamo meus pais para dividirem o palco comigo. É um momento único e eu adoro isso, e tenho certeza que as pessoas também.

Talk: Por falar em tocar, além de guitarra, quais outros instrumentos você toca?

GT: Também toco violão, bateria, viola e dou uma arranhadinha, bem de leve no baixo e no piano. A felicidade é uma escolha que você tem que fazer antes que as coisas aconteçam na sua vida. E fico muito feliz toda vez que estou tocando, por isso, sou muito curioso e quero sempre aprender mais sobre música.

Talk: Que artistas de fora você se espelha?

GT: Isso é muito complicado. Acho que tudo começa pelos Beatles. Não consigo ouvir nada que existe hoje em dia que não tenha a ver com os Beatles de alguma forma. Gosto muito de vários artistas e seria uma injustiça citar apenas alguns, mas para responder sua pergunta, gosto do Keith Urban e me identifico muito com a música dele.

Talk: Como é tomar a decisão de ser um artista. Não deve ser nada fácil. Quando que você parou e disse. Quero ser um cantor profissional?

GT: Tomar a decisão em si não é tão problemático assim. Fica tenso quando você percebe que a coisa tá desenvolvendo, começam a envolver várias pessoas em um trabalho que depende de você, dinheiro,  ai cresce a responsabilidade. Mas encaro tudo isso com muita tranqüilidade e também fico feliz que o meu sucesso pode proporcionar uma melhoria de vida para muita gente.

Talk: Quando você está no palco, como enxerga as pessoas que cantam sua música?

GT: Acho que esse é o melhor retorno que um artista pode ter. É nessa hora que você percebe que a coisa vale a pena! Nada se compara ao público, principalmente quando ele participa e quanta sua música. Acho que esse frio que dá na barriga, nunca vai acabar!!!!!

Talk: Se fosse para dar um conselho aos jovens, qual seria?

GT: Se ele escolher ser um viciado, que seja viciado em viver e tudo que torna a vida melhor e não pior. A melhor coisa que existe é tornar as pessoas felizes. A música é apenas uma das ferramentas que tem esse poder. Quando um jovem se droga ele torna toda sua família triste. Não é só com você, e sim com quem você ama, ou pelos mesmo, te ama! Procure Deus, procure sua família e seja feliz, sempre!

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