Elder Dias: Para pensar fora da caixa

O que você faz ao se deparar com seu baú cheio de ideias moldadas dentro de você?

fora da caixaPois é, tanta coisa pra escrever nesta nova plataforma de interação que me concede o portal O Que Rola. Daí, pensei: o que fazer para não fazer o mesmo, ou para, pelo menos, fazer algo especial para este espaço?

Gosto de pensar o mundo e tentar acrescentar algo à visão das pessoas sobre os fatos. Então vamos lá: uma das boas coisas a fazer neste Blog será pensar o mundo fora da caixa. E o que é a caixa do mundo?

É aquele baú onde você vai encontrar exatamente tudo aquilo que você imaginaria estar ali guardado. Um baú, uma caixa, uma caixinha. O tamanho pouco importa, importa o conteúdo: lá dentro está o normal, o formal, o habitual, o convencional, o status quo, a rotina, o hábito, o senso comum e, também e infelizmente, o preconceito.

É bom que tenhamos todos – e todos temos – uma caixa assim como algo que sirva de mapa de orientação para navegar pela vida. Uma bússola que é o que você é – ou o que fizeram de você. O problema é que se orientar apenas pelo mesmo mapa você vai encontrar sempre as mesmas trilhas. E, como se trata de uma caixa mental, vai se deparar com os mesmos pensamentos, conceitos, juízos.

E é neste ponto que mora a questão a refletir: é preciso ir além do que está neste baú. Pensar fora da caixa. Vamos a um teste pra ver como estão as coisas dentro da caixa nossa de cada dia?

Pense numa questão na qual você tem um posicionamento firme e consolidado. Pode ser na em relação a política, ou música, ou esporte, ou religião ou qualquer outra coisa. Agora tente se lembrar de um dia em que você concordou com algo ou alguém que não tinha nada a ver com o que você pensava sobre esse tema.
É um exercício difícil, pois que levará a algumas descobertas interessantes. Saindo da caixa, há pastores que sabem ler a Bíblia não como um código de listar pecados, mas um livro de amor; há políticos honestos, que trabalham de fato pela sociedade; há garotos de torcida organizada que se dedicam a fazer a festa nos estádios.

Saindo da caixa, vai ver que gays e lésbicas assumidos não são ETs ou aberrações, mas gente como os héteros que você conhece, mas somente com afinidades afetivas diferentes; e que muçulmanos homens-bomba são uma infinitésima minoria.
Ver além de um só ângulo, pensar fora da caixa, ir além do que está dentro do baú que carregamos. Coisa que nos faz portadores de um tesouro que nós mesmos construímos para descobrir: nos tornarmos seres humanos melhores.

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