The hand that rocks the cradle...

Acho que sou minoria. Pelo menos em minha casa, minoria absoluta! Minha segunda filhinha nasceu, hoje faz 23 dias de nascimento da Júlia.

Solteiro eu era, quando meu olhar se cruzou com o da minha esposa – Francielle. Namoramos. Casamos. Formamos uma família. Início de casamento complicado, difícil adaptação. Adaptamos-nos. Até que nasceu nossa primeira filha – Giovanna. Nossa casa então virara um lar. Hoje nosso lar está completo...

Minha família é assim. Três mulheres e um homem. Sou minoria mesmo. E aí eu pergunto: não somos todos? Segundo o IBGE, em 2015 eram 103,5 milhões de mulheres ou 51,4% da população. Todavia o mais importante não é a quantidade e sim a qualidade das mulheres.

Houve, nos últimos 100 anos um empoderamento feminino, como nunca antes na história mundial. Mulheres subindo ao poder, sendo referência em sua área de atuação. Respeitadas academicamente e reverenciadas por sociedades historicamente machistas. Aqui quero falar de algumas.

Marie Curie. Apesar do nome francês, nasceu polonesa. Naturalizou-se na França e nunca esqueceu seu país de origem. Em uma época que as mulheres sequer estudavam, ela conquistou dois prêmios Nobel, um de física e outro de química; áreas até hoje, quase 100 anos depois, dominadas pelos homens. Descobriu também a radioatividade e aprofundou os estudos de uma máquina que conhecemos e usamos até hoje - o raio-X.

Margareth Tatcher. Pela dureza de suas convicções foi chamada de “Dama de Ferro” pelo sindicalismo britânico. Primeira mulher a dominar um dos principais partidos da Inglaterra, o Partido Conservador. Primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido. E ainda o foi durante três mandatos, de 1979 a 1990. Ao liderar o governo do Reino Unido, Thatcher estava determinada a reverter o que via como o declínio nacional de seu país. Suas políticas econômicas foram centradas na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais.

Ângela Merkel. Líder de seu partido – o UDC – desde 2000, chanceler alemã desde 2005. Considerada a mulher mais poderosa do mundo. Líder de facto da União Europeia. Em dezembro de 2012 teve uma aprovação recorde de seu governo 77%. Uma autoridade mundial incontestável.

E ainda aqui poderia falar de inúmeras outras: Maria da Penha, Zilda Arns, Chiquinha Gonzaga, Carmem Miranda, Madre Teresa, Cora Coralina... Enfim, a lista é enorme. Infinitas outras de destaque nacional e mundial

E você sabe o que considero de mais impressionante em tudo o que descrevi dessas mulheres acima? É que elas ainda conseguiram serem esposas e mães. Tiveram tempo para irem ao salão e se embelezarem...

Dizem que por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher. Esse ditado pode ter sido válido no passado, pois, atualmente, se não as colocarmos ao lado, com certeza elas estarão na frente.

Por isso abri esse artigo com aquele adágio: “The hand that rocks the cradle...” e completo ele com a seguinte frase: “... are the same hands that govern the world!!!”

 

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