Universo do circo é tema de festival internacional que começa em Goiânia nesta sexta-feira (15)

A 6ª edição do “NA PONTA DO NARIZ”, Festival Internacional de Palhaçaria e Comicidade, ocorre em Goiânia dos dias 15 a 29 de setembro de 2017 e tem como tema deste ano “a revolução é do feminino”.

Na programação estão espetáculos de companhias da Espanha, Argentina e Costa Rica , além de grupos já conhecidos do circuito brasileiro.

Uma mostra de cine clown também faz parte das atividades propostas pelo festival, que apresenta uma programação recheada para quem gosta de teatro e aprecia a arte circense.

? Programação Completa: www.napontadonariz.com


 

A Mulher e o Circo


A palhaçaria e o mundo do circo têm sido um ambiente com pouco espaço para o protagonismo da mulher. Esta ausência histórica, bem como o apagamento da autoria e da produção das artistas circenses, representam limitações que impactam diretamente na diversidade, que é sintoma de riqueza cultural. Naturalmente, o mesmo ocorre em outras linguagens artísticas e, no início do século 21, todas elas estão vivenciando visibilidade ampliada do trabalho feminino, como uma tendência de transformação social irreversível.

Atenta às questões do nosso tempo, a sexta edição do Na Ponta do Nariz – Festival Internacional de Palhaçaria e Comicidade deseja fortalecer este movimento. Um programa com mais mulheres em cena nos aproxima da compreensão do Sagrado Feminino, para o entendimento do que é ser humano no mundo contemporâneo, em relações que extrapola a definição de gênero.

Primeiro projeto goiano a receber o Prêmio IBERESCENA ? Fundo de Ajuda para as Artes Cênicas Ibero-americanas, o 6º Na Ponta do Nariz é, além de mostra de espetáculos de palhaçaria de alto nível, espaço para criação e fortalecimento de redes colaborativas de sustentabilidade em arte. Mais uma vez, convocamos nossos hermanos para compor uma programação internacional, nos posicionando como potência cultural, artística e econômica. Latinos e femininos, buscamos abrir olhares e provocar inquietações.

Com apoio para realizarmos uma mostra internacional latino-americana e ações essenciais para a realização do festival, a programação local e regional, abrimos espaços de parceria para circulação de produções independentes. Desta forma, agregamos espetáculos de Goiás e de vários cantos do Brasil. Nasce assim um espaço para pensarmos sustentabilidade na prática.

Quanto vale o trabalho do artista e da artista? Cabe aqui o discurso sobre sustentabilidade e a importância de que o público pague pelo consumo de produtos artístico-culturais, que provoquem e fujam à lógica de mercado. Para além do que o dinheiro pode pagar, conectado com a cidade, o festival busca se tornar espaço poético e político de inclusão e pensamento sobre a continuidade e desenvolvimento do trabalho artístico em Goiânia.

Durante o Na Ponta do Nariz, a cidade é visitada por artistas de todo o país e do mundo, e acreditamos na importância de criarmos uma relação do festival com a cidade. Por isso, temos um After que inclui na programação os points, pubs, casas de shows e espaços culturais. Anseio de mostrar uma Goiânia de efervescência cultural singular que está ligada aos movimentos artísticos alternativos na capital.

O Festival


Desde o seu surgimento, o circo vem encontrando meios de permanecer vivo diante das mudanças no mundo. E o palhaço, como um dos seus mais fortes ícones, é seu embaixador para o teatro, para o cinema, para as ruas e para as múltiplas artes. Este ser se encontra ali, disfarçado num ator cômico ou numa banda irreverente ou mesmo numa pintura brincante ou provocativa. O palhaço existe desde sempre em todas as culturas humanas e tem a função social de criar ponte entre o povo e o poder, com o risco de perder a cabeça caso a crítica seja boa, mas a piada não faça rir. É no riso que desmanchamos o medo e reconhecemos nossa própria barbárie.

O festival propõe a investigação de um palhaço para além da imagem desgastada do palhaço tradicional. E de um circo que vai além do circo.Esta é uma proposta de formação e fortalecimento dos profissionais que atuam com palhaçaria. Formação é a espinha dorsal que estrutura todo o festival. A curadoria de espetáculos, a mostra de filmes Cine Clown, o Fórum de Sustentabilidade em Arte, a Palhaceata e todas as ações propõem aprendizado. Assim, em cada edição do Festival temos grandes mestres e mestras da palhaçaria que ministram cursos intensivos para profissionais de todo o país e do mundo, com espaço para apreciação do desenvolvimento dos trabalhos no espetáculo de variedades que encerra o festival.

Terminando pelo começo, a Palhaceata é o ato público que abre o festival, como uma grande intervenção urbana que corta o centro da cidade e transborda para o Setor Universitário, num percurso que liga a Praça Cívica à Praça Universitária.Gestão e investigação. Poder e razão.

6º NA PONTA DO NARIZ

15 a 29 de setembro
Teatro Sesc Centro
Ingressos: https://www.bilheteriadigital.com/busca/sesc

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