Aline Mil: Resgatei. E agora?

Publicado em 12.05.2016


5 dicas para não desesperar

Você está andando na rua e se depara com um animal. Pode ser um cachorro, gato ou até um periquito. Ele olha pra você, você olha pra ele e não deu para ignorar. Ele pode estar machucado, pode ser um filhote desamparado ou ainda só ter um olhar pidão encantador, não importa. Você resolve ajudar, ainda que não saiba ao certo o que vai fazer, nem como fazer.

foto: daveyninfoto: daveynin

Depois de resgatar alguns bichanos e socorrer muitos amigos nessa situação, juntei aqui um punhado de dicas que acho essenciais nesse momento:

1) Mantenha a calma
Não se desespere. Você vai conseguir.

2) Procure um veterinário e se informe
O bichinho está machucado ou apático? Veterinário. Aparentemente está tudo bem? Veterinário também. Digo isso porque a gente nunca sabe os perrengues que aquele animal enfrentou até ali. Você também precisa encontrar boas fontes de informação sobre os primeiros cuidados, sobre alimentação, e ninguém melhor para isso do que um bom veterinário. Procure clínicas e hospitais especializados e bem recomendados.

3) Será que era de alguém?
É bem comum, principalmente entre os cachorros, que o bicho tenha se perdido do dono. Verifique se ele não tem alguma identificação, coleira, se estava gordinho e bem tratado. Pergunte aos moradores da região onde você o encontrou, cole cartazes, anuncie nas redes sociais. Pode haver um dono desesperado por aí.

4) Peça ajuda
A conta do veterinário ficou muito cara? Você precisa de ajuda para encontrar um lar? Acione amigos, familiares, redes protetoras de animais. Peça ajuda. Tire uma foto bem bonita do seu resgatado, conte sua história. Faça isso com transparência, tranquilidade e sem exigências.

5) Procure um lar seguro
Se você não for ficar com ele, nada de abandonar o peludo na porta de um abrigo, transferindo a responsabilidade para outras pessoas, ou entregá-lo para o primeiro que aparecer. Afinal, você teve todo o trabalho e carinho de manter o animal saudável até aqui e não quer vê-lo na rua sofrendo novamente, né?

Por fim, é importante dizer que se você se responsabilizou pelo bichinho, é essencial pensar sobre castração. Tem dúvidas sobre esse tema? Me mande um recado pelo [email protected] que esse é o assunto do próximo texto aqui no blog.

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Aline Mil

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Já trabalhou em impresso, rádio, tv, mas gosta mesmo é de internet. Apaixonada por animais, é voluntária no Projeto Viva Gato em Goiânia - textos novos todas as quintas

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