Festcine Goiânia é retomado com mostra em homenagem ao documentarista Luiz Eduardo Jorge

Publicado em 14.07.2017


Depois de cinco anos de paralisação, o Festcine, Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia, será retomado pela Prefeitura neste mês de Julho para sua oitava edição. Parado desde 2011, o festival foi criado em 2005 e já foi o maior festival de premiação de cinema do Brasil. Promessa feita pelo atual titular da Secretaria de Cultura do Município (Secult), Kleber Adorno, no momento de sua conturbada posse na pasta no início do ano, o festival será retomado com mostras que vão até meados de dezembro.

Os filmes serão exibidos no cinema do Centro Municipal Goiânia Ouro, que também será reativado para acolher o festival. Para além das exibições, o Centro Municipal de Cultura também será palco de oficinas, palestras e homenagens em uma programação voltada para fazer uma retrospectiva do já renomado festival.

A primeira mostra, cujas exibições têm início no próximo dia 19 de julho, será em homenagem ao cineasta goiano Luiz Eduardo Jorge, falecido em maio deste ano. Até o dia 31 de julho, ficam em cartaz 10 filmes consagrados do documentarista, com três sessões diárias, às 12h30, 15h e 20h, e entrada gratuita.

História e novidades

Nos sete anos de funcionamento, o Festcine Goiânia movimentou R$ 2,445 milhões em premiações, sendo R$ 1,3 milhão destinado às produções goianas. Ao todo, foram exibidos 89 longas metragens brasileiros e 121 curtas goianos de ficção, documentário e animação; 247 vídeos universitários e 125 vídeos caseiros  nas mostras competitivas do festival, que também estimulou a produção de 30 curtas através de edital que precedia o festival .

“Neste ano não teremos a mostra competitiva, mas a ideia é debater com a classe um novo formato para resgatar toda essa grandiosidade, atendendo também a demanda que surgiu neste período de paralisação, como um anseio por uma mostra competitiva também para os longas goianos”, explica a produtora executiva e diretora geral do festival, Débora Tôrres.

O Festcine realizou mais de 82 oficinas para a classe e escola municipais  em suas edições, com a finalidade de capacitar tecnicamente interessados no “fazer cinematográfico”, leigos, cineastas, universitários e alunos da Rede Municipal de Ensino, que geraram uma produção total de 145 vídeos escolares.

O festival também contemplou o lançamento de mais de 30 livros com temáticas cinematográficas, além de outros eventos paralelos as mostras, como Encontros Nacional, Estadual e Regional do Congresso de Cinema Brasileiro, Cineclubes e ABDs, conferência do Sindicato de Cinema, palestras e debates.

Palestras

Duas palestras já estão agendadas dentro da programação da 8ª edição do Festcine.  A primeira, “O Cinema  presente e seu futuro”,  no dia 8 de agosto, será ministrada pelo jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho. No dia 9 é a vez do ator e cineasta Germano Pereira com “Ler, Escrever e Adaptar (para o cinema e para a televisão)”.

As inscrições para ambas serão abertas a partir do dia 21 de julho, por meio do site do festival www.festcinegoiania.com .

Serviço:

8º Festcine Goiânia – Edição Especial 2017
Abertura oficial: 18 de julho de 2017
Horário: 19h30
Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro (Rua 3, esquina com Rua 9, Centro)
Entrada franca

Mostra Homenagem In Memoriam de Luiz Eduardo Jorge (Parceria com a PUC Goiás)
De 18 a 31 de julho de 2017

LER  Goiânia Ouro abre pauta para segundo semestre

Programação:

19 DE JULHO

12h30   KRAHÖ, OS FILHOS DA TERRA

15h00   KRAHÖ, OS FILHOS DA TERRA

20h00   BUBULA, O CARA VERMELHA

20 DE JULHO

12h30    BUBULA, O CARA VERMELHA

15h00     BUBULA, O CARA VERMELHA

20h00  PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

21 DE JULHO

12h30    PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

15h00     PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

20h00    ANTECIPANDO O ABSURDO

22 DE JULHO

12h30    ANTECIPANDO O ABSURDO

15h00     ANTECIPANDO O ABSURDO

20h00    CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

23 DE JULHO

12h30    CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

15h00     CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

20h00    VERMELHO NEGRO

24 DE JULHO

12h30    VERMELHO NEGRO

15h00     VERMELHO NEGRO

20h00    VENTOS DA HISTÓRIA

25 DE JULHO

12h30    VENTOS DA HISTÓRIA

15h00     VENTOS DA HISTÓRIA

20h00    ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

26 DE JULHO

12h30    ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

15h00     ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

20h00    SUBPAPÉIS

 27 DE JULHO

12h30    SUBPAPÉIS

15h00     SUBPAPÉIS

20h00    CAVALHADAS

 28 DE JULHO

12h30    CAVALHADAS

15h00     CAVALHADAS

20h00    PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

 29 DE JULHO

12h30    VERMELHO NEGRO

15h00     ANTECIPANDO O ABSURDO

20h00    CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

 30 DE JULHO

12h30  OS VENTOS DA HISTÓRIA

15h00     SUBPAPÉIS

20h00    Rosa, uma história brasileira

 31 DE JULHO

12h30    PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

15h00     BUBULA, O CARA VERMELHA

20h00    KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA

SINOPSES

KRAHÖ, OS FILHOS DA TERRA

Ficha técnica:

Documentário – 18’ – 16mm – Color –  Brasil – 1993

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Produção: IBRACE

Co-Produção: Comunidade Indígena KRAHÖ

Sinopse :

O filme narra antropologicamente o cotidiano dos índios KRAHÖ, suas experiências culturais e históricas. Aborda a dualidade vida/morte, história/violência e sobrevivência, com base na retomada da discussão sobre o processo migratório e o massacre sofrido em 1940 e dos rituais PORTI e do POR’KAHOK . O PORTI marca a passagem da estação chuvosa para a estação seca e, simultaneamente, a passagem do governo da aldeia entre as metades sazonais KATAN’JÊ, que governa a estação chuvosa e a WAKMÊ’JÊ que governa a estação seca. O POR’KAHOK é uma cerimônia pós-funerária que ocorre após meses de luto,  na qual os parentes do falecido celebram de modo intenso as últimas homenagens ao MÊKARON (espírito) e, especialmente, finalizam o luto. Este ritual marca o momento em que o falecido passará, definitivamente, segundo as crenças KHAHÖ, a habitar a sociedade dos mortos.

BUBULA, O CARA VERMELHA

Ficha técnica:

Documentário – 27’ – 16mm – Color/  P&B – Brasil – 1994

Direção- Luiz Eduardo Jorge

Argumento e Roteiro – Luiz Eduardo Jorge

Produção –IGPA/UCG

Direção de Produção: Sérgio Martinelli

Fotografia: Eduardo Guimarães e Vicente Rios

Imagens de arquivo: Jesco Von Putkamer

Sinopse:

O filme mostra, em metanarrativa, a trajetória histórica da documentação do cineasta e fotógrafo Jesco Von Putkamer durante quatro décadas na Amazônia Brasileira, com registros inéditos dos sertanistas irmãos Vilas Boas nos primeiros contatos de “atração” com povos indígenas isolados.

PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

Ficha Técnica:

Documentário – 21’ – 16mm – P & B – Brasil – 2001

Direção: Luiz Eduardo Jorge, Kim-Ir-Sem, Waldir de Pina

Roteiro: Luiz Eduardo Jorge

Fotografia: Kim-Ir-Sem, Waldir de Pina

Edição – Roberto Pires

LER  Galhofada: cortejo e maracatu hoje nas ruas do Pedro Ludovico!

Som direto – Waldir de Pina

Direção de arte: Luiz Eduardo Jorge

Sinopse:

PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE  é um olhar cinematográfico humanizado no interior de um espaço manicomial, Hospital Psiquiátrico Prof. Adauto Botelho, onde os pacientes segregados são submetidos ao abandono, eletrochoque e miséria absoluta, sendo transformados em verdadeiros lixos humanos. O filme foi rodado em 1986 e finalizado em 2001, mas a sua primeira versão  foi disponibilizada e divulgada pela movimento antimanicomial.

ANTECIPANDO O ABSURDO

Ficha Técnica:

Documentário – 5min45seg. – Digital – Color – Brasil – 2001

Direção – Luiz Eduardo Jorge

Fotografia – Gel Messias

Consultoria científica – Júlio de Oliveira Nascimento

Edição – Tiago Mendonça e Pedro Leal

Sinopse:

Mostrando o interior de um presídio de segurança máxima em Goiânia, o filme denuncia a decisão do Estado de inaugurá-lo como Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em 2000. ANTECIPANDO O ABSURDO foi peça fundamental para o reconhecimento das autoridades e mobilização da opinião pública que culminou com a interdição do Hospital de Custódia em 2001. O filme engaja-se na luta política da Psicologia brasileira em torno do tema “ medida de segurança máxima não pode se tornar prisão perpétua”. Associando imagens em plano sequência das grades e dos muros a gemidos e gritos reais colhidos de pacientes internos de um extinto Hospital Psiquiátrico, o filme mostra o que seria a agonia de seus futuros ocupantes, daí o título “Antecipando o Absurdo”.

CÉSIO 137, O BRILHO DA MORTE

Ficha Técnica:

Documentário – 24’ – Digital – Color – 35mm – Brasil – 2003

Direção e Roteiro: Luis Eduardo Jorge

Produção Executiva: Laura Pires

Edição: Laura Pires, Luis Eduardo Jorge

Som Direto: Wesley Paulino de Melo

Pesquisa de Imagens: Ana Claúdia

Assistente de Produção: Bruno Jorge de Souza, Fernanda Elisa C. P. Rezende

Argumento: Luis Eduardo Jorge

Assistente de edição: Emerson Messias

Still: Fernanda Elisa C. P. Rezende

Pesquisa: Fernanda Elisa C. P. Rezende, Luis Eduardo Jorge

Direção de Fotografia: Gel Messias

Mixagem: Yussef Najar Jorge

Edição de Imagens: Tiago Mendonça de Souza

Seleção Musical: Rodrigo Jorge Barroso, Thiago Jorge Barroso, Yussef Najar Jorge

Consultoria: Eliza Borges Nascimento, João Moraes Aragão, Júlio Nascimento

Estagiários: Gilberto David Filho, Gustavo de Barros Bedran, Raysa Pires

Sinopse

O filme CÉSIO 137, O BRILHO DA MORTE registra o relato das vítimas do acidente radioativo com o Césio 137, ocorrido em Goiânia, revelando 15 anos de medo, pânico, dúvida, discriminação, segregação e morte de vítimas do maior acidente radiológico do mundo, com danos irreversíveis a vidas humanas e ao meio ambiente.

VERMELHO NEGRO

Ficha técnica:

Documentário – 22’- Digital – Color – Brasil – 2005

Direção- Luiz Eduardo Jorge

Pesquisa e Produção – Elianda Figueiredo Arantes Tiballi

Fotografia – Gel Messias

Montagem e Edição – Juliana Corso

Sinopse:

Um filme documentário que registra a sabedoria, a arte e o modo de vida de carvoeiros que, em condições subumanas, produzem o carvão vegetal. São relatos de vida e de esperança e, ao mesmo tempo, uma denúncia do trabalhador que olha o espectador através da câmera e, neste olhar que revela a sua humanidade e a condição do excluído.

VENTOS DA HISTÓRIA

LER  O Som ao Redor conquista sua 3º semana em cartaz no Cine Cultura

Ficha Técnica:

Documentário – 80’- Beta/Digital – Color – Brasil –  2005.

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Pesquisa e Roteiro: Luiz Eduardo Jorge e Elianda F. A. Tiballi

Produção e Cenografia: Elianda F. A. Tiballi e Izildinha G. L. Figueiredo

Fotografia: Waldir de Pina e Adriana Andrade

Direção de Fotografia: Waldir de Pina

Som direto: Fernando Cavalcante

Trilha sonora – Cine Music Group

Montagem: Aline Nobrega

Edição e finalização: Juliana Corso

Figurino: Izildinha G. L. Figueiredo

Sinopse:

VENTOS DA HISTÓRIA é uma produção cinematográfica documental permeada por cenas épicas das lembranças do cotidiano, dos sentimentos e das crônicas vividas e guardadas na memória centenária dos habitantes de Palmeiras de Goiás. As narrativas de alguns antigos moradores do município são cenas que sopram como vento que limpa a superfície, revelando o lastro da história que deu origem à cidade e sustentou a trama cultural de seus habitantes.

ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

Ficha Técnica:

Documentário – 24’ – Digital – Color/P&B – Brasil – 2009

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Produção: Frederico Mael, Nilson Monteiro Néri

Fotografia: Januário Leal, Taquinho, Diogo Garcia

Montagem: Frederico Mael, Maria Najar Jorge

Sinopse:

O filme retrata a história de uma mulher guerreira e humana que aos 18 anos de idade integra-se à militância política contra o regime militar brasileiro nos anos de 1960. Movida por justiça e igualdade social e, mesmo depois de tanta violência sofrida, manteve-se íntegra e vitoriosa em seus ideais diante do processo que fez desaparecer vários personagens da história brasileira.

SUBPAPÉIS

Ficha técnica

Documentário – 18’ – Digital – Color – Brasil – 2008

Direção e Roteiro: Luiz Eduardo Jorge

Assistente de Direção: Mariana Najar Jorge

Pesquisa e Produção: Elianda Figueiredo Arantes Tiballi

Assistente de Produção: Frederico Mael

Fotografia: Januário Leal

Montagem e Edição: Juliana Corso

Sinopse:

SUBPAPÉIS é um mergulho nas profundezas da reciclagem do lixo urbano, através do trabalho desumano, que resgata o meio ambiente dando vida ao mundo do consumo. Na contradição da desigualdade social o mercado de objetos reciclados revela o “subpapel” que cabe ao “catador de papel” que trabalha recolhendo lixo nas rua.

CAVALHADAS

Ficha Técnica

Documentário – 48’- Beta/Digital – Color – Brasil –  20013.

Direção: Luiz Eduardo Jorge

Roteiro: Hélio de Figueiredo Arantes

Roteiro Adaptado: Luiz Eduardo Jorge e Elianda F. A. Tiballi

Produção: Elianda F. A. Tiballi

Fotografia e Câmera: Waldir de Pina e Adriana Andrade

Som Direto: Fernando Cavalcante

Edição: Juliana Corso

Sinopse:

CAVALHADAS é uma produção cinematográfica que documenta os bastidores, o enredo e o brilho da encenação teatral de uma expressiva tradição cultural brasileira herdada de Portugal e Espanha. As Cavalhadas representam as Cruzadas, movimento militar desencadeado na transição dos séculos VII e VIII para a expansão do Império Cristão na guerra contra os Mouros e sua conversão ao cristianismo, sob o comando do Imperador Carlos Magno.  Esta tradição surgiu no Brasil-Colônia no decorrer do século XVII e foi difundida, principalmente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e, desde então, esta manifestação cultural tornou-se um grande acontecimento popular, envolvendo estas regiões no sentimento de pertença e de identidade com as origens, a história e a cultura brasileira.

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