O que você faria se fosse Neymar?

Publicado em 04.08.2017


Antes do texto, vamos deixar combinado um exercício difícil para nós, pobres de marré-marré-marré, que escolhemos o boleto a atrasar todos os meses do ano: a questão financeira não entra no debate.

É claro que receber uma fortuna de milhões de euros por ano seduz qualquer pessoa. Mas esse poder diminui quando você já é rico pra cacete antes mesmo de atingir a maioridade. O que é o caso de Neymar. E, convenhamos, com não mais que uma gota de juízo, até o tataraneto do atleta vai ter acesso a algum patrimônio herdado do agora jogador do Paris Saint-Germain.

Vamos pensar somente em futebol, ok? Segue o jogo.

Se você estivesse na pele de Neymar, deixaria o Barcelona para tentar a sorte no clube francês? Tendo a responder que sim. Creio que toparia o desafio.

Neymar tem 25 anos e existem dois únicos objetivos que ainda não alcançou na carreira: ser eleito o melhor do mundo e vencer uma Copa do Mundo. Todo restante, e que baita restante, já fez.

Ganhar a Copa do Mundo depende pouco do que time em que joga, já que ele é o inegável protagonista da Seleção Brasileira. Com a efetivação de Tite no cargo de treinador, Neymar sabe que tem chance real de conseguir esse feito na Rússia em 2018. Creio que esse ponto não pesou em sua decisão

Por outro lado, para ser o melhor do mundo é necessário uma constância de protagonismo que ele não teve no clube catalão. E agora é que veremos a razão disso: se pela presença sufocante de Messi ou falta o brilho essencial ao craque brasileiro.

Alguns dizem que jogar ao lado do argentino querendo ser o melhor do mundo é como uma planta almejar destaque na sombra de uma mangueira. Não vai rolar. Nada brota nos domínios do pé de manga. Tal qual ninguém consegue ascender ao topo tendo como companheiro alguém da qualidade de Messi. Não sei se é verdade, mas é um bom argumento.

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A prova de tal afirmação seria o histórico 6 a 1 que o Barcelona aplicou no próprio PSG. É inconteste que Neymar foi o nome do jogo. Protagonista total. Mas toda repercussão posterior à partida foi com fotos de Messi nos braços da torcida. Por mais que Neymar jogue, por mais que decida, por mais que faça, Messi sempre será (justamente) ovacionado por todo seu acúmulo ao longo da carreira.

Foi uma atitude corajosa de Neymar. Não há dúvidas que a situação mais cômoda e confortável seria ficar no Barcelona. Mesmo que como coadjuvante de luxo.

Ele optou pelo caminho mais árduo. E agora é que são elas. Se não conquistar a ambicionada Champions League na Cidade Luz, prova que a análise sobre seu potencial foi superestimada. No entanto, se ganhar o principal campeonato europeu pelo PSG e vencer a Copa do Mundo, crava seu nome para a eternidade.

Os dados estão rolando. Façam suas apostas.

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Pablo Kossa

Jornalista, produtor cultural e mestre em comunicação pela UFG - textos novos terças e sextas
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